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Como funciona o CDB na prática

Da aplicação ao resgate: o que acontece em cada etapa de um CDB, como o rendimento é calculado, o efeito do prazo sobre o imposto e o que muda entre liquidez diária e vencimento.

Por Equipe TV SOL COMUNIDADE Atualizado em 20/09/2026 7 min de leitura
Ilustração de linha do tempo com etapas de uma aplicação financeira de renda fixa
Um CDB percorre etapas previsíveis: aplicação, rendimento diário, tributação e resgate.

As quatro etapas de um CDB

Primeiro, a aplicação: o valor sai da conta e o título passa a ser seu. Segundo, o rendimento: a taxa contratada é aplicada diariamente sobre o saldo, e o resultado se acumula de forma composta.

Terceiro, a tributação: no resgate, o imposto de renda é calculado sobre o rendimento — nunca sobre o valor aplicado — usando a alíquota correspondente ao prazo total. Quarto, o crédito: o valor principal somado ao rendimento líquido entra na sua conta.

Se o resgate ocorrer nos primeiros trinta dias, o IOF também incide sobre o rendimento, com alíquota decrescente dia a dia. Depois desse período, o IOF não é mais cobrado.

Exemplo numérico completo

Considere R$ 10.000 aplicados em um CDB de 100% do CDI por 365 dias, com um CDI de referência de 14,63% ao ano. O rendimento bruto acompanha a variação do índice no período e chega a aproximadamente R$ 1.463.

Com prazo de 365 dias, a alíquota de imposto de renda é 17,5%. O tributo fica em torno de R$ 256 e o valor líquido próximo de R$ 11.207.

Se o mesmo título fosse resgatado em 300 dias, a alíquota seria 20% e o rendimento acumulado, menor. Se fosse mantido por 800 dias, a alíquota cairia para 15%, mas o rendimento seria proporcionalmente maior.

Valores ilustrativos, com taxa de referência declarada. O resultado real depende do CDI efetivo do período.
PrazoAlíquota de IREfeito no resultado
150 dias22,5%Menos rendimento acumulado e maior alíquota: o pior dos dois mundos.
365 dias17,5%Rendimento maior e alíquota intermediária.
800 dias15,0%Alíquota mínima, com mais tempo de rendimento composto.

Liquidez diária ou no vencimento

CDBs com liquidez diária permitem resgatar quando você quiser, mas geralmente pagam percentuais menores do CDI. Títulos sem liquidez diária costumam oferecer taxas mais altas em troca da permanência até o vencimento.

A escolha depende do papel do dinheiro. Valores destinados à reserva de emergência pedem liquidez. Recursos com prazo definido — um objetivo com data marcada — podem aceitar a ausência de liquidez em troca de melhor remuneração.

Erros frequentes ao avaliar um CDB

A maior parte das comparações equivocadas vem de olhar um único número.

  • Comparar um CDB prefixado com um pós-fixado sem converter as taxas para a mesma base.
  • Somar taxas mensais para estimar a anual, em vez de compor.
  • Ignorar a diferença entre rendimento bruto e líquido.
  • Concentrar valores acima do limite de cobertura do FGC na mesma instituição sem avaliar o risco.
  • Resgatar poucos dias antes de uma mudança de faixa de alíquota.

Conclusão

Um CDB funciona de forma previsível: aplicação, rendimento diário, tributação sobre o ganho e resgate. O resultado efetivo depende do percentual contratado, do prazo — que define a alíquota de imposto — e da liquidez oferecida. Simule o valor líquido antes de comparar propostas diferentes.

Fontes oficiais para conferência

Os dados deste conteúdo podem mudar ao longo do tempo. Para conferir os valores vigentes, consulte as fontes primárias:

Perguntas frequentes

O CDB rende todos os dias?

O rendimento é apurado em dias úteis, proporcionalmente ao período em que o dinheiro ficou aplicado. Em títulos pós-fixados, a taxa acompanha o CDI diário.

O imposto é cobrado sobre o valor aplicado?

Não. O imposto de renda incide apenas sobre o rendimento. O valor principal é devolvido integralmente, sem tributação.

Vale a pena resgatar antes do vencimento?

Depende do contrato e do motivo. Resgates antecipados podem ter remuneração reduzida e alíquota de imposto maior. Se a aplicação tem liquidez diária, o resgate é possível, mas as condições devem ser conferidas.

Como comparar um CDB de 100% do CDI com um prefixado de 11% ao ano?

Converta ambos para a mesma base e compare o resultado líquido projetado. Como o CDI futuro não é conhecido, a comparação de um pós-fixado com um prefixado envolve uma hipótese de taxa.

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