Reinaldo Nogueira sofre terceira condenação no ano

Reinaldo Nogueira sofre terceira condenação no ano

Em 2016 o então prefeito licenciado de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira, passou quase dois meses preso, por suspeita de superfaturamento na compra da área onde hoje funciona o Dimpe, o Distrito da Micro e Pequena Empresa. Em junho deste ano, a 1ª Vara Cível de Indaiatuba absolveu o agora ex-prefeito das acusações de lesão aos cofres públicos e de vantagem indevida nesse caso. Ele só foi condenado ao pagamento de multa por violação dos princípios da administração pública, por ter desapropriado a área sem base em um parecer técnico, o que, segundo a juíza, caracterizaria interesse pessoal de Reinaldo Nogueira. Mas essa absolvição parcial não se refletiu no entendimento que a Justiça Criminal teve sobre o caso. Agora, ele foi condenado em primeira instância a 23 anos e 4 meses de prisão.

A Justiça entendeu que houve crime na valorização da área, que teria sido comprada pelo pai de Reinaldo, Leonício Lopes Cruz, em 2004, por R$ 450 mil e, depois de passar por duas empresas, foi adquirida pela prefeitura nove anos mais tarde, por um valor mais de vinte vezes maior, quase R$ 10 milhões. Essa é a terceira condenação do ex-prefeito em menos de quatro meses. Antes, ele já havia sido sentenciado a 2 anos e meio de prisão pelo caso BVA e mais 15 anos por suposta cobrança de propina de pelo menos um empresário da construção civil.

Outros envolvidos no processo de desapropriação também acabaram condenados. O pai do prefeito, Leonício Lopes Cruz, pegou 17 anos e 2 meses. Adma e Camila Galacci, sócias da empresa Bela Vista, foram condenadas a 12 anos de prisão, como supostas “laranjas” no esquema. Os irmãos Rogério Soares da Silva, também ligado à Bela Vista, e Josué Eraldo da Silva, da empresa Jacitara, pegaram, cada um, pena de 17 anos e 2 meses de prisão. Todos os seis condenados podem recorrer em liberdade.

De acordo com o portal G1, das Organizações Globo, o advogado de Reinaldo Nogueira e de Leonício Lopes Cruz disse que está seguro do resultado positivo e que acredita na Justiça. O responsável pela defesa de Adma, Camila e Rogério disse que a decisão da Justiça contraria todas as provas dos autos do processo. Já o advogado de Josué afirmou que a Justiça Criminal não analisou o laudo da Vara Cível que constatou que a desapropriação foi regular. Todos os responsáveis pela defesa dos condenados já estão recorrendo ou vão recorrer da decisão.

 

Por Caio Guimarães

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