Ex-prefeito Reinaldo Nogueira sofre mais uma condenação

Ex-prefeito Reinaldo Nogueira sofre mais uma condenação

O ex-prefeito Reinaldo Nogueira, agora no PV, foi condenado a 15 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A decisão é do juiz da 1ª Vara Criminal de Indaiatuba, José Eduardo da Costa, e diz respeito ao mesmo processo que resultou na condenação cível de Reinaldo Nogueira, no fim do mês passado, por improbidade administrativa, com pena de perda dos políticos por dez anos e pagamento de multa de R$ 180 mil.

De acordo com a decisão do juiz, por essa nova condenação Reinaldo Nogueira deve cumprir a pena de 15 anos de prisão em regime fechado, além de pagar 147 dias-multa, equivalentes, no caso dele, a R$ 701 mil. Ele também fica proibido de exercer cargos públicos por 30 anos. Outro condenado no processo, o empresário Sérgio Mário Almeida Filho, pegou 5 anos e 10 meses de prisão, também em regime fechado, mais o pagamento de 78 dias-multa, que correspondem, no caso dele, a R$ 223 mil. A Justiça acatou a denúncia do Ministério Público de que, em 2015, o então prefeito cobrou 5% de propina referentes aos pagamentos da prefeitura para a construtora de Sérgio Almeida nos meses de março e abril daquele ano. A soma do valor das supostas propinas é de pouco mais de R$ 110 mil. Parte desse dinheiro foi encontrada em uma caixa de telefone, junto com uma planilha escrita à mão por Sérgio Almeida em um papel timbrado do Clube do Rodeio, instituição que o empresário presidiu por nove anos. Entre 2009 e 2016, ao longo dos dois últimos mandatos de Reinaldo Nogueira como prefeito de Indaiatuba, as empresas de Sérgio Almeida teriam sido responsáveis por mais da metade das obras da prefeitura, em um total de mais de R$ 90 milhões em serviços. Os R$ 110 mil foram apreendidos junto com outros R$ 300 mil no gabinete de Reinaldo Nogueira na prefeitura, durante uma operação de busca e apreensão do Gaeco, o grupo de promotores públicos que investiga o crime organizado. Em depoimento, o então prefeito afirmou que o dinheiro apreendido era o do salário recebido pelo cargo, que era entregue no gabinete porque ele estava com as contas bloqueadas pela Justiça pelo caso do banco BVA. Ele afirmou ainda que mantinha os valores no local de trabalho porque sempre fazia doações e achava mais prático que as pessoas fossem receber lá na prefeitura. As condenações de Reinaldo Nogueira e Sérgio Almeida são em primeira instância e eles podem recorrer em liberdade.

 

Por Caio Guimarães

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